Esta é uma palestra de ANTÔNIO CARLOS GOMES no Colégio Marista sobre o ECA, seus avanços, importância e a mudança do antigo Código de Menores para o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente. É um vídeo muito rico, esclarecedor e todos os educadores e atores sociais envolvidos com a causa da infância deviam assistir. Este vídeo também pode ser visto no site do PROMENINO - www.promenino.org.br
quinta-feira, 30 de julho de 2009
EM BUSCA DE UM SONHO

No programa "Jô Soares Onze e Meia", exibido no dia 26 de julho de 2007, Jô entrevistou o ator Wal Schneider que sonhava com a profissão desde os 5 anos de idade. Schineider, que nasceu em Tabuleiro do Norte, Ceará, município com cerca de 30 mil habitantes, contou no programa que assistia televisão pelas frestas das janelas dos vizinhos e assim enxergava o mundo e idealizava seu sonho.
Aos 18 anos, Schneider pegou carona num caminhão de melões e foi tentar a sorte e buscar a sua realização no Rio de Janeiro. Até chegar ao seu objetivo, ele passou por muitas dificuldades, "melou" muito pão – como ele mesmo disse, lavou pratos e conheceu um mundo que jamais imaginava existir. Nessa trajetória, Schneider teve tristezas, decepções, mas também, pela sua vontade de vencer, sua insistência e talento, portas foram abertas e ele pôde realizar seu sonho e continuar sonhando através do seu trabalho. Ele não desistiu, apesar de todos os prognósticos contrários!
Diferentemente do que aconteceu nos Jogos Pan Americanos, quando a "Chama" se apagou mediante o mau tempo e os ventos fortes, os sonhos de uma pessoa, assim como o de Schneider, devem se manter acesos e vibrantes no coração, não podem se apagar na primeira dificuldade, no primeiro obstáculo. Não devem se curvar diante de um "NÃO SONORO", de uma palavra depreciativa ou no se deparar com diversas "portas" de oportunidades fechadas.
As pedras que encontramos no meio do caminho, devem alimentar e fortalecer os sonhos, e não o contrário. Mais uma vez, voltando os olhos para tudo o que aconteceu no Pan Rio 2007, os exemplos de garra; dedicação e; principalmente superação dos atletas, observamos provas vivas de que realmente não podemos desistir deles – DOS SONHOS! DOS NOSSOS SONHOS! Sejam eles pequenos ou grandes, fáceis ou difíceis! Sem eles não vivemos, apenas existimos.
Quando me recordo de Schneider e dos atletas que escreveram suas histórias no Pan, inevitavelmente e imediatamente, me remeto às histórias de vida e aos sonhos dos alunos da ACT – Academia da Cidadania e do Talento. Como parte integrante, atuante da equipe dessa organização, que oportuniza e profissionaliza gratuitamente, principalmente, a população de baixa renda, e que acompanhou a entrada dessas pessoas nos cursos da Escola de Talentos, vivenciando diariamente a luta e o progresso de cada uma delas, o meu desejo e minha palavra de incentivo para elas, e tantos quantos vierem a passar por nós, ou que se sintam identificados por essas histórias, é que jamais desistam dos seus sonhos, pois eles existem para serem "sonhados" e realizados, apesar de todos os obstáculos.
Um SONHO SONHADO é um SONHO GESTADO com todo carinho e cuidado até que nasça, ou seja, até que se realize. E quando ele se realiza, o que acontece? Acaba tudo? Será? Claro que não! Quando um sonho se realiza, é hora de realizar novos vôos e sonhar novos sonhos.
É hora, portanto, de acreditar, de ir em busca de um sonho, O SEU SONHO, O NOSSO SONHO! Então, SONHE! REALIZE! Sem medo de ser FELIZ!
Alessandra Celita Couto Fogaça
Assistente Social
ABORTO: INDISCUTIVELMENTE, UM CRIME!

Com a vinda do papa Bento XVI ao Brasil no período de 9 a 13 de maio de 2007, não somente a religiosidade em si dos brasileiros ficou mais aflorada, mas também, trouxe à tona vários outros assuntos, de importância religiosa, política e também de saúde pública, como é o caso da legalização do aborto.
Em seu primeiro dia de visita ao Brasil, o papa Bento XVI reforçou as posições da Igreja Católica em questões polêmicas como o aborto, o uso de embriões humanos para pesquisa e a eutanásia.
No seu discurso, logo após chegar ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, Bento XVI disse que durante a Conferência Geral do Episcopado em Aparecida seria promovido "o respeito pela vida, desde a sua concepção até o seu natural declínio" e em discurso, confirmou seu lado conservador sobre os valores éticos e morais da Igreja Católica, condenando o aborto: "Sei que a alma deste povo, bem como de toda a América Latina, conserva valores radicalmente cristãos que jamais serão cancelados", afirmou o pontífice.
Mas apesar de toda a veemência e o poder de influência da Igreja Católica e do universo cristão, e aí incluindo os protestantes, apesar de tamanha campanha contra o aborto, há o outro lado, daqueles que defendem o direito à escolha das mulheres, e que formam um grupo considerável, de argumentação também consistente.
Os que são a favor do aborto, argumentam que além da questão da escolha da mulher e o direito sobre o seu próprio corpo, o aborto é uma prática e uma realidade, e que o Estado gasta milhões em saúde pública, do tipo que "apaga incêndio", devido a complicações causadas por um aborto ilegal. Sendo assim, a legalização juntamente com investimentos poderia render uma economia de gastos e de vidas, já que o número de mortes de mulheres em decorrência de um aborto mal feito, diminuiria substancialmente.
Apesar da inegável importância dessa questão, ela não parece que terá fim e será resolvida tão rápida e facilmente. O que temos, portanto, é o fato de que em nosso país o aborto é ilegal, e consequentemente, um crime. Porém, existe um outro tipo de aborto que passa desapercebido nas discussões mais acaloradas e que se tornou algo muito natural e comum diante dos nossos olhos: o aborto de idéias!
Abortar uma idéia é tão crime quanto abortar um feto, pois no fundo está matando uma vida! Vida? Quando se aborta uma idéia, se mata uma vida? Sim! Quando se interrompe uma idéia sem dar à ela a chance de germinar e de crescer, você deixa de sonhar, e quem não sonha, não projeta seus mais profundos desejos, deixa de viver, apenas existe!
Existem várias formas de abortar uma idéia, de matar um sonho, de deixar de viver. Quando uma criança, um adolescente ou um jovem é impedido de freqüentar os bancos escolares, aí você aborta uma idéia! Quando uma estatística é mais importante que dar qualidade de ensino, aí você mata um sonho! Quando você não consegue galgar uma carreira profissional de sucesso que te traga realizações, apenas trabalha para subsistir por falta de oportunidades ou ainda, quando você deixa de reivindicar seus direitos porque sua voz não ecoa, apesar da Lei que te ampara, aí você deixa de viver, apenas existe!
São inúmeras as formas de abortar uma idéia e indiscutivelmente, eticamente falando, todas se configuram um crime, mas passam todos os dias diante de nós sem a menor conseqüência! Até quando fecharemos os nossos olhos para esse crime que não só restringe a vida, mas acaba com uma nação?
São inúmeras as formas de abortar uma idéia e indiscutivelmente, eticamente falando, todas se configuram um crime, mas passam todos os dias diante de nós sem a menor conseqüência! Até quando fecharemos os nossos olhos para esse crime que não só restringe a vida, mas acaba com uma nação?
Devemos continuar discutindo a questão do aborto? Com certeza que sim! Desde que em pauta esteja todo o tipo de aborto e que eles sejam tratados com a mesma importância, afinal, plageando uma certa propaganda..., A VIDA NÃO TEM PREÇO!
Assistente Social
Um “BECO” sem saída ou a saída do “BECO”?

A sociedade brasileira tem vivido nos últimos tempos uma situação muito parecida com a de outros países que estão em plena guerra e onde a população está extremamente vulnerável e fragilizada. A diferença é que nesses países há uma guerra deflagrada com objetivos muito claros e específicos, como por territórios, religião, etc, e conosco não, é a violência pela violência que se perpetua, se intensifica cada vez mais e nos torna reféns, não de um "grupo guerrilheiro" mas de uma situação que parece nunca ter fim.
O episódio ocorrido com o menino João Hélio Fernandes Vieites de Seis anos, arrastado no Rio de Janeiro, por 7 km por um grupo de marginais ( não somente no sentido de "fora da lei", mas à margem da sociedade ), mobilizou e chocou a sociedade brasileira como um todo. Chocou não somente pelo grau de barbárie, mas porque a sociedade está no seu limite de "tolerância" e necessita; deseja e exige mudanças; providências que altere definitivamente esse quadro. Até aqui, cremos que é ponto pacífico de que é preciso dar um basta, fazer um movimento de mudança, mas a questão é: Que mudança é essa? Por que caminhos isso vai se dar? Será que imprimindo uma mudança na lei no que diz respeito à maioridade penal, como existe um grande movimento pra isso, vai dar conta da violência? A diminuição da violência passa exclusiva e/ou necessariamente pela alteração da Lei?
Independentemente dessa questão – a favor ou contra a diminuição da maioridade penal, acredito que se quisermos mudar o quadro que aqui está, se quisermos tratar a violência com justiça social é necessário em primeiro lugar que a sociedade, mídia e os políticos enfoquem e encarem com a mesma ênfase que estão dando aos menores envolvidos com crimes violentos, as centenas de homicídios que acontecem todos os dias contra crianças e jovens abaixo de 24 anos nas periferias das grandes cidades. Não somente homicídios violentos e onde o corpo literalmente padece, mas também os homicídios ( e não são poucos ) de sonhos; esperanças; oportunidades.... Quando se fecham as portas e possibilidades para essa população a violência impera atingindo toda a sociedade.
O que mais se vê são crianças, adolescentes e jovens usurpados de seus direitos: fora da escola; desempregados e sem qualificação profissional. No Brasil, infelizmente, muitos apresentam este perfil. Uma pesquisa do DIEESE (2006) sobre a ocupação de jovens nos mercados metropolitanos revela que a população jovem de 16 a 24 anos, embora represente 23,8% da população total e 25% da População Economicamente Ativa (PEA), apresenta taxas de desemprego mais altas que as verificadas entre os indivíduos de outras faixas etárias (45,5% dos jovens desempregados).
A falta de oportunidades, de políticas públicas eficientes que atendam a demanda dessa população e conseqüentemente, de vislumbre de mudança, empurra os jovens cada vez mais para a criminalidade. É preciso encarar essa questão com seriedade e compromisso e entre outras ações qualificar esses jovens para que possam estar aptos a concorrer e ocupar o mercado de trabalho formal cada vez mais competitivo.
Temos, portanto, muitos desafios para o futuro dos jovens e da população mais carente, tais como:
_ Investimento em políticas de juventude e para trabalhadores com mais de 40 anos, tendo em vista as taxas de desemprego nestas faixas etárias e a baixa qualificação desta mão-de-obra;
_ Investimento na elevação de escolaridade e qualificação profissional e técnica dos trabalhadores ocupados, visando à sua absorção em postos de trabalho mais qualificados e que ofereçam salários mais altos;
_ Maior articulação das políticas de educação e de formação profissional; etc.
Se realmente todos – sociedade civil; empresários; imprensa e políticos, encararmos essa realidade com seriedade, compromisso e sem hipocrisia, verdadeiramente ‘SAIREMOS DO BECO SEM SAÍDA"
Alessandra Celita Couto Fogaça
Assistente Social
Assinar:
Postagens (Atom)