Num mundo cada vez mais competitivo, com pessoas cada vez mais bem preparadas, conseguir seu “lugar ao sol” é uma tarefa bastante árdua e que requer bastante empenho; dedicação e força para superar os desafios do mercado.
Os desafios são constantes e os mais diversos possíveis, e precisam ser superados para que aja a realização pessoal e profissional. Mas o que é um desafio? Segundo o dicionário Aurélio, desafio é “ato de desafiar”, e desafiar, ” tirar o fio a, embotar; provocar para duelo, luta, etc.; reptar; provocar; convidar; estimular”. Sendo assim, dentro do assunto em questão, é mais acertado dizer que, o desafio é um estímulo; um incentivo para alcançar um objetivo, nesse caso, o sucesso profissional.
Podemos concluir, portanto, que o desafio é um ingrediente positivo e necessário para a vida em si, quiçá para uma carreira profissional de sucesso. Como já pontuei acima, os desafios no mercado de trabalho são inúmeros, mas gostaria aqui de expor apenas 5, que no meu entender são fundamentais para o bom desenvolvimento e consolidação de uma carreira profissional de sucesso:
1º - OBSTÁCULO: É preciso transformar esse ingrediente negativo, a princípio, em positivo. Quando acontece o obstáculo o profissional deve revertê-lo em desafio, em um estímulo para a superação do problema em si. É preciso olhar além do “muro” do obstáculo e nas formas de ultrapassá-lo. Quem olha fixo apenas para o problema não consegue enxergar a solução que às vezes está ao lado, ou nas “brechas” desse muro.
2º - AUTO-MOTIVAÇÃO: O profissional não pode ficar à espera de estímulos externos para desenvolver a sua atividade; sua função; seu empreendimento. Não deve necessitar de motivação contínua e sim de pleno conhecimento de suas habilidades e potencialidades para superar suas limitações e alcançar os objetivos.
3º - COMUNICAÇÃO: Esse é um dos grandes desafios nas empresas. Ela é tão importante que pode alavancar ou enterrar uma boa idéia; um projeto; um profissional; e até a empresa em si. Um bom profissional precisa saber exprimir as suas idéias, ter a capacidade de se fazer entender e se comunicar com seus clientes internos e externos. Sem uma boa comunicação não há empreendimento e profissional bem sucedido.
4º - FLEXIBILIDADE: Adaptar-se a mudanças é também um grande desafio e que se faz cada vez mais importante no mercado. O profissional que exercita a flexibilidade, encara a mudança e a diversidade de opiniões como oportunidades de crescimento, de aperfeiçoamento, e não como ameaças, está mais bem preparado para as adversidades da vida e do mercado que são constantes.
5º - TEMPO: E por fim, o profissional que quer garantir o seu espaço, precisa saber gerenciar bem o tempo. Define prioridades; delega poderes; divide tarefas..., e não "perde" o seu tempo com questões pouco importantes.
Dificilmente alguém poderá obter sucesso e méritos profissionais sem antes vencer desafios, muitas vezes, grandes desafios e aprender com eles a lição necessária para se tornar uma pessoa melhor, de responsabilidade e com capacidade de resolver os mais variados problemas, sejam eles profissionais ou pessoais. Os desafios são ensinamentos para a VIDA!
Como diz o especialista em comportamento humano, Eugênio Sales Queiroz: “Quanto mais desafios o profissional vencer, quantos mais problemas resolver, mais capacitado para obter êxito profissional ele estará”.
Então, sinta-se desafiado pelo DESAFIO. Ele te levará ao TOPO!
Alessandra Celita Couto Fogaça
Assistente Social
terça-feira, 29 de setembro de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
A “Melhor Idade” – Para quem?

Antigamente, há uns 20/30 anos, dizíamos com toda a liberdade e naturalidade que uma pessoa que estava chegando aos seus 60 anos, estava ficando "velha", mas o tom soava de forma pejorativa, pois trazia no seu bojo a mensagem de descarte e inutilidade.
Hoje, para sermos politicamente corretos, dizemos que um sexagenário está na Terceira Idade ou na "Melhor Idade", suavizando e tentando trazer uma nova concepção ao envelhecimento inevitável para todos, mas ainda é apenas uma tentativa, aceita até como unanimidade racional e intelectualmente falando pela sociedade, mas ainda não referendada na sua prática diária.
Apesar do discurso da "Melhor Idade" para aqueles que chegaram na casa dos 60, trazendo em si a importância da experiência e de um melhor aproveitamento dessa faixa no dia a dia da sociedade e das relações sociais; trabalho; de produção; etc, a despeito do leque de leis que existem para proteger e dar qualidade de vida, não é o que vemos no cotidiano da nossa população experiente.
No campo legislativo, o idoso no Brasil está muito bem. Para o idoso que não integre o seguro social, ou seja o benefício a que tem direito apenas quem contribui para a Previdência Social, a Constituição assegura a prestação de assistência social à velhice. Tal proteção deve se dar com os recursos orçamentários da previdência social e prevê, entre outras iniciativas, a garantia de um salário mínimo mensal ao idoso que comprove não possuir meios de prover a própria manutenção ou de tê-la provida por sua família (arts. 203, V, e 204).
A Política Nacional do Idoso (Lei Federal nº 8.842, de 4 de janeiro de 1994, regulamentada pelo Decreto Federal nº 1.948, de 3 de julho de 1996, é o instrumento básico de proteção ao idoso. Uma de suas diretrizes é a priorização do atendimento do idoso em órgãos públicos e privados prestadores de serviços. Quando desabrigado e sem família deve receber do Estado assistência asilar condigna (art. 4º, VIII).
O idoso também recebe tratamento especial no campo penal. A condenação do idoso acima de 70 anos deve levar em conta a atenuante etária (CP, art. 65, I) e a execução da respectiva sentença pode ser suspensa, é o denominado sursis, desde que a pena seja igual ou inferior a quatro anos (CP, art. 77).
A Lei nº 10.048, de 08.11.2000, estabeleceu prioridade no atendimento do idoso, maior de 65 anos, em todos os bancos, órgãos públicos e concessionárias de serviço público. Também a Lei nº 1.547, de 11 de julho de 1997, dispõe sobre o Estatuto do Idoso no Distrito Federal, instituído para assegurar a implementação da Política Nacional do Idoso no Distrito Federal. Mas apesar de todas essas e outras leis não citadas aqui, além de sua implementação vir de forma lenta, isso quando não é discaradamente violada, não há um olhar; um cuidado e um incentivo sob a ótica de sua produção laboral para aqueles que podem e querem ainda produzir, que se sentem capazes para tal. Se tomarmos apenas esse prisma, sem focar outros ângulos, envelhecer no Brasil ainda é um "péssimo negócio".
A cultura oriental tem por tradição cuidar bem de seus idosos. Os mais velhos são considerados e reverenciados pelos mais novos, resultado de uma educação milenar que prega o respeito. Como não é raro ter vários membros idosos na família, os japoneses costumam consultar seus anciãos antes de qualquer grande decisão, por considerarem seus conselhos sábios e experientes. No Japão, o trabalhador é respeitado como um mestre, que passa seus conhecimentos para as gerações mais jovens. Lá, o empregado idoso é aproveitado como professor, embora sem nível universitário.
No caso do ocidente, podemos citar o exemplo dos EUA. Os trabalhadores norte-americanos de 55-64 anos são 12% da população ativa, e no ano 2000 eram 10,2%. A sua taxa de atividade subiu pouco mais de um ponto, num período em que todos os restantes, com mais de 25 anos, tiveram descidas em torno de dois pontos.
No Brasil essa perspectiva de trabalho e de valorização ainda é bastante diferenciada. A Síntese de Indicadores Sociais 2006 do IBGE, aponta que Mais de 65 % da população idosa chefiava os domicílios em que viviam, e havia 5,6 milhões de idosos trabalhando, em todo o país, em sua grande maioria na informalidade e em condições precárias de proteção e relações de trabalho. Apesar disso, a experiência positiva do Oriente e de alguns países ocidentais no aproveitamento e no crédito do potencial do idoso e daqueles que estão se encaminhando para esta situação, já existe em nosso país, mas ainda é muito insipiente e tímida.
No Brasil essa perspectiva de trabalho e de valorização ainda é bastante diferenciada. A Síntese de Indicadores Sociais 2006 do IBGE, aponta que Mais de 65 % da população idosa chefiava os domicílios em que viviam, e havia 5,6 milhões de idosos trabalhando, em todo o país, em sua grande maioria na informalidade e em condições precárias de proteção e relações de trabalho. Apesar disso, a experiência positiva do Oriente e de alguns países ocidentais no aproveitamento e no crédito do potencial do idoso e daqueles que estão se encaminhando para esta situação, já existe em nosso país, mas ainda é muito insipiente e tímida.
Há portanto, de se ter um investimento que favoreça mais fortemente essa população que ainda é muito capaz, economicamente falando. Um investimento em educação; em mudança de cultura; em leis; etc. Se de fato isso não começar a acontecer, continuaremos no discurso apenas e conseqüentemente na hipocrisia de dizer que nossos "velhos", nossa população experiente está na "Melhor Idade"! Mas fica a pergunta: Para quem?
Alessandra Celita
Assistente Social e Consultora
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
CAPACITAÇÃO: ECA PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

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No dia 23 de julho, no espaço do Cemear - uma ong que trabalha com crianças e adolescentes oferecendo educação formal e oficinas culturais e de esporte em tempo integral, o Serviço Social realizou um evento de capacitação para o público de professores e educadores que trabalham com este segmento. Foi um dia muito rico de debates sobre a Lei 8.069 -
Estatuto da Criança e do Adolescente - seus avanços, entraves, com a presença do Conselho Tutelar e técnicos da área e uma oficina prática sobre como trabalhar esta Lei com o público alvo dela de forma lúdica e compreensível a cada faixa etária.
Nesta oficina foram apresentados formas e jogos para se trabalhar com crianças e adolescentes, conforme pode ser visto nas imagens acima. Esta forma de trabalhar é muito eficiente porque as crianças aprendem sobre seus Direitos brincando e são potenciais multiplicadores entre os seus, sua família e comunidade. Quem tiver interesse em receber este material, saber mais detalhes ou pedir esta capacitação na sua organização, deve entrar em contato comigo pelo alessandracelita@hotmail.com
Vamos trabalhar pelos Direitos de nossas crianças e adolescentes!
Alessandra Celita
Assistente Social
Estatuto da Criança e do Adolescente - seus avanços, entraves, com a presença do Conselho Tutelar e técnicos da área e uma oficina prática sobre como trabalhar esta Lei com o público alvo dela de forma lúdica e compreensível a cada faixa etária.
Nesta oficina foram apresentados formas e jogos para se trabalhar com crianças e adolescentes, conforme pode ser visto nas imagens acima. Esta forma de trabalhar é muito eficiente porque as crianças aprendem sobre seus Direitos brincando e são potenciais multiplicadores entre os seus, sua família e comunidade. Quem tiver interesse em receber este material, saber mais detalhes ou pedir esta capacitação na sua organização, deve entrar em contato comigo pelo alessandracelita@hotmail.com
Vamos trabalhar pelos Direitos de nossas crianças e adolescentes!
Alessandra Celita
Assistente Social
domingo, 2 de agosto de 2009
ECA 19 ANOS: Criança é presente e futuro!
Por Pedro Paulo Costa*
Comemoramos neste dia 13 de julho quase duas décadas de promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente - Lei Federal nº 8069/90, carinhosamente chamado de ECA.
Ele é, na verdade, o comprometimento legal do Brasil à assinatura de Convenções e Declarações Internacionais, como a Declaração Universal dos Direitos das Crianças (1959), a Convenção sobre os Direitos das Crianças (1989) e resultado inconteste das lutas sociais em defesa e pela garantia dos direitos da população infanto-juvenil brasileira.
O ECA discorre sobre um conjunto de ações e políticas cujo objetivo é a proteção integral de crianças e adolescentes, definidos como sujeitos de direitos e que se encontram em condição peculiar de desenvolvimento (Art. 1º a 6º). Determina ainda à família, a comunidade, a sociedade e ao Poder Público a obrigação de garantir a efetivação dos seus direitos. A passagem de mais um ano de existência do ECA, tido como legislação modelar para o mundo, nos remete à reflexão sobre os desafios que permanecem ao seu pleno cumprimento. Há poucos dias, debatemos este assunto em Seminário na Câmara Municipal quando avaliamos os "compromissos com as crianças e os adolescentes firmados pelo Poder Executivo e Legislativo" durante o processo eleitoral passado. Todos os candidatos a prefeito (a) e vários candidatos a vereador e vereadora assinaram o documento.
Destaco neste texto, uma breve reflexão sobre o ECA, três preocupações longamente explanadas por militantes da área e autoridades presentes no debate.
Primeiro, no que diz respeito às obrigações do Poder Executivo, a máxima de prioridade absoluta na destinação privilegiada de recursos públicos ao enfrentamento das demandas de nossa infância, ainda não é respeitada. As filas imensas de espera por uma vaga em creches municipais e a insuficiência de programas para o atendimento de adolescentes e jovens dependentes químicos, em especial, são exemplos cabais de que o orçamento público não está devidamente conectado às demandas sociais. A definição do Orçamento Municipal, que deveria contar inclusive com a participação efetiva dos Conselheiros Tutelares (atribuição garantida pelo ECA, artigo 136) continua sendo monocrática, ou seja, vale quase tão somente a visão e as prioridades do detentor do mandato executivo.
A excessão neste ano foi o aumento na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) da previsão para a construção de novas creches em 2010, que saltou para 20 unidades, depois da interferência direta do Ministério Público do Paraná.
Segundo, é preciso combater a omissão da família, da comunidade, da sociedade e poder público em relação aos direitos (e deveres) de nossa população infanto-juvenil. Ocorre que, muitas vezes pelo desconhecimento, nem família, nem sociedade, cumprem as suas obrigações em relação aos nossos infantes. A família, responsável primeira pela educação de sua prole para a vida e cidadania, e que deve ensinar os limites, os direitos e os deveres, nem cumpre a sua missão. Esta tarefa de educar tem a sua interface com as instituições sociais: igrejas, escolas, associações e outras. Ao poder público cabe garantir que suas ações sejam integradas, contemplando o atendimento às famílias, dando o suporte técnico e financeiro necessário às entidades parceiras e integrantes da rede de proteção. E a sociedade? A violação dos direitos de nossa infância, seja a praticada no interior das famílias (nos casos em que há violência física, psicológica e sexual), e as violações geradas pelo próprio poder público (quando este não garante o acesso ao lazer, a creche, a tratamento médico e outros), devem indignar tanto quanto revoltam eventuais atos infracionais praticados por adolescentes. Nem sempre é assim que acontece! Para muitos, a primeira reação e a "solução" apontada é a defesa da redução maioridade penal, como se o sistema prisional fosse adequado à chamada "permissividade" do ECA.
Em terceiro, e ao mesmo tempo em que se reconhece que o ECA promoveu mudanças na forma como percebemos e tratamos nossas crianças e adolescentes, permanece como desafio a toda a sociedade brasileira o entendimento correto dos preceitos e das conquistas à cidadania assegurados aos nossos infantes pela legislação, ou seja, este desafio está no plano cultural. Nesse particular, ocupam papel importante os diversos veículos de comunicação e midiáticos e, mais uma vez, os poderes públicos através de suas políticas e programas.
Este é um desafio para todos, a atual e as futuras gerações, que esperamos compreenda plenamente ser preciso fazer pelas nossas crianças e adolescentes no presente, o que não se fez por completo no passado.
As crianças e os adolescentes devem ser o (e no) presente, por que o futuro lhes pertence. Viva o Estatuto da Criança e do Adolescente!
*Pedro Paulo Costa é professor e vereador de Curitiba, membro da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente.
O site do vereador é www.pedropaulo.com.br e o twitter www.twitter.com/verppaulo.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
CAPACITAÇÃO EM ECA
Esta é uma palestra de ANTÔNIO CARLOS GOMES no Colégio Marista sobre o ECA, seus avanços, importância e a mudança do antigo Código de Menores para o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente. É um vídeo muito rico, esclarecedor e todos os educadores e atores sociais envolvidos com a causa da infância deviam assistir. Este vídeo também pode ser visto no site do PROMENINO - www.promenino.org.br
EM BUSCA DE UM SONHO

No programa "Jô Soares Onze e Meia", exibido no dia 26 de julho de 2007, Jô entrevistou o ator Wal Schneider que sonhava com a profissão desde os 5 anos de idade. Schineider, que nasceu em Tabuleiro do Norte, Ceará, município com cerca de 30 mil habitantes, contou no programa que assistia televisão pelas frestas das janelas dos vizinhos e assim enxergava o mundo e idealizava seu sonho.
Aos 18 anos, Schneider pegou carona num caminhão de melões e foi tentar a sorte e buscar a sua realização no Rio de Janeiro. Até chegar ao seu objetivo, ele passou por muitas dificuldades, "melou" muito pão – como ele mesmo disse, lavou pratos e conheceu um mundo que jamais imaginava existir. Nessa trajetória, Schneider teve tristezas, decepções, mas também, pela sua vontade de vencer, sua insistência e talento, portas foram abertas e ele pôde realizar seu sonho e continuar sonhando através do seu trabalho. Ele não desistiu, apesar de todos os prognósticos contrários!
Diferentemente do que aconteceu nos Jogos Pan Americanos, quando a "Chama" se apagou mediante o mau tempo e os ventos fortes, os sonhos de uma pessoa, assim como o de Schneider, devem se manter acesos e vibrantes no coração, não podem se apagar na primeira dificuldade, no primeiro obstáculo. Não devem se curvar diante de um "NÃO SONORO", de uma palavra depreciativa ou no se deparar com diversas "portas" de oportunidades fechadas.
As pedras que encontramos no meio do caminho, devem alimentar e fortalecer os sonhos, e não o contrário. Mais uma vez, voltando os olhos para tudo o que aconteceu no Pan Rio 2007, os exemplos de garra; dedicação e; principalmente superação dos atletas, observamos provas vivas de que realmente não podemos desistir deles – DOS SONHOS! DOS NOSSOS SONHOS! Sejam eles pequenos ou grandes, fáceis ou difíceis! Sem eles não vivemos, apenas existimos.
Quando me recordo de Schneider e dos atletas que escreveram suas histórias no Pan, inevitavelmente e imediatamente, me remeto às histórias de vida e aos sonhos dos alunos da ACT – Academia da Cidadania e do Talento. Como parte integrante, atuante da equipe dessa organização, que oportuniza e profissionaliza gratuitamente, principalmente, a população de baixa renda, e que acompanhou a entrada dessas pessoas nos cursos da Escola de Talentos, vivenciando diariamente a luta e o progresso de cada uma delas, o meu desejo e minha palavra de incentivo para elas, e tantos quantos vierem a passar por nós, ou que se sintam identificados por essas histórias, é que jamais desistam dos seus sonhos, pois eles existem para serem "sonhados" e realizados, apesar de todos os obstáculos.
Um SONHO SONHADO é um SONHO GESTADO com todo carinho e cuidado até que nasça, ou seja, até que se realize. E quando ele se realiza, o que acontece? Acaba tudo? Será? Claro que não! Quando um sonho se realiza, é hora de realizar novos vôos e sonhar novos sonhos.
É hora, portanto, de acreditar, de ir em busca de um sonho, O SEU SONHO, O NOSSO SONHO! Então, SONHE! REALIZE! Sem medo de ser FELIZ!
Alessandra Celita Couto Fogaça
Assistente Social
ABORTO: INDISCUTIVELMENTE, UM CRIME!

Com a vinda do papa Bento XVI ao Brasil no período de 9 a 13 de maio de 2007, não somente a religiosidade em si dos brasileiros ficou mais aflorada, mas também, trouxe à tona vários outros assuntos, de importância religiosa, política e também de saúde pública, como é o caso da legalização do aborto.
Em seu primeiro dia de visita ao Brasil, o papa Bento XVI reforçou as posições da Igreja Católica em questões polêmicas como o aborto, o uso de embriões humanos para pesquisa e a eutanásia.
No seu discurso, logo após chegar ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, Bento XVI disse que durante a Conferência Geral do Episcopado em Aparecida seria promovido "o respeito pela vida, desde a sua concepção até o seu natural declínio" e em discurso, confirmou seu lado conservador sobre os valores éticos e morais da Igreja Católica, condenando o aborto: "Sei que a alma deste povo, bem como de toda a América Latina, conserva valores radicalmente cristãos que jamais serão cancelados", afirmou o pontífice.
Mas apesar de toda a veemência e o poder de influência da Igreja Católica e do universo cristão, e aí incluindo os protestantes, apesar de tamanha campanha contra o aborto, há o outro lado, daqueles que defendem o direito à escolha das mulheres, e que formam um grupo considerável, de argumentação também consistente.
Os que são a favor do aborto, argumentam que além da questão da escolha da mulher e o direito sobre o seu próprio corpo, o aborto é uma prática e uma realidade, e que o Estado gasta milhões em saúde pública, do tipo que "apaga incêndio", devido a complicações causadas por um aborto ilegal. Sendo assim, a legalização juntamente com investimentos poderia render uma economia de gastos e de vidas, já que o número de mortes de mulheres em decorrência de um aborto mal feito, diminuiria substancialmente.
Apesar da inegável importância dessa questão, ela não parece que terá fim e será resolvida tão rápida e facilmente. O que temos, portanto, é o fato de que em nosso país o aborto é ilegal, e consequentemente, um crime. Porém, existe um outro tipo de aborto que passa desapercebido nas discussões mais acaloradas e que se tornou algo muito natural e comum diante dos nossos olhos: o aborto de idéias!
Abortar uma idéia é tão crime quanto abortar um feto, pois no fundo está matando uma vida! Vida? Quando se aborta uma idéia, se mata uma vida? Sim! Quando se interrompe uma idéia sem dar à ela a chance de germinar e de crescer, você deixa de sonhar, e quem não sonha, não projeta seus mais profundos desejos, deixa de viver, apenas existe!
Existem várias formas de abortar uma idéia, de matar um sonho, de deixar de viver. Quando uma criança, um adolescente ou um jovem é impedido de freqüentar os bancos escolares, aí você aborta uma idéia! Quando uma estatística é mais importante que dar qualidade de ensino, aí você mata um sonho! Quando você não consegue galgar uma carreira profissional de sucesso que te traga realizações, apenas trabalha para subsistir por falta de oportunidades ou ainda, quando você deixa de reivindicar seus direitos porque sua voz não ecoa, apesar da Lei que te ampara, aí você deixa de viver, apenas existe!
São inúmeras as formas de abortar uma idéia e indiscutivelmente, eticamente falando, todas se configuram um crime, mas passam todos os dias diante de nós sem a menor conseqüência! Até quando fecharemos os nossos olhos para esse crime que não só restringe a vida, mas acaba com uma nação?
São inúmeras as formas de abortar uma idéia e indiscutivelmente, eticamente falando, todas se configuram um crime, mas passam todos os dias diante de nós sem a menor conseqüência! Até quando fecharemos os nossos olhos para esse crime que não só restringe a vida, mas acaba com uma nação?
Devemos continuar discutindo a questão do aborto? Com certeza que sim! Desde que em pauta esteja todo o tipo de aborto e que eles sejam tratados com a mesma importância, afinal, plageando uma certa propaganda..., A VIDA NÃO TEM PREÇO!
Assistente Social
Um “BECO” sem saída ou a saída do “BECO”?

A sociedade brasileira tem vivido nos últimos tempos uma situação muito parecida com a de outros países que estão em plena guerra e onde a população está extremamente vulnerável e fragilizada. A diferença é que nesses países há uma guerra deflagrada com objetivos muito claros e específicos, como por territórios, religião, etc, e conosco não, é a violência pela violência que se perpetua, se intensifica cada vez mais e nos torna reféns, não de um "grupo guerrilheiro" mas de uma situação que parece nunca ter fim.
O episódio ocorrido com o menino João Hélio Fernandes Vieites de Seis anos, arrastado no Rio de Janeiro, por 7 km por um grupo de marginais ( não somente no sentido de "fora da lei", mas à margem da sociedade ), mobilizou e chocou a sociedade brasileira como um todo. Chocou não somente pelo grau de barbárie, mas porque a sociedade está no seu limite de "tolerância" e necessita; deseja e exige mudanças; providências que altere definitivamente esse quadro. Até aqui, cremos que é ponto pacífico de que é preciso dar um basta, fazer um movimento de mudança, mas a questão é: Que mudança é essa? Por que caminhos isso vai se dar? Será que imprimindo uma mudança na lei no que diz respeito à maioridade penal, como existe um grande movimento pra isso, vai dar conta da violência? A diminuição da violência passa exclusiva e/ou necessariamente pela alteração da Lei?
Independentemente dessa questão – a favor ou contra a diminuição da maioridade penal, acredito que se quisermos mudar o quadro que aqui está, se quisermos tratar a violência com justiça social é necessário em primeiro lugar que a sociedade, mídia e os políticos enfoquem e encarem com a mesma ênfase que estão dando aos menores envolvidos com crimes violentos, as centenas de homicídios que acontecem todos os dias contra crianças e jovens abaixo de 24 anos nas periferias das grandes cidades. Não somente homicídios violentos e onde o corpo literalmente padece, mas também os homicídios ( e não são poucos ) de sonhos; esperanças; oportunidades.... Quando se fecham as portas e possibilidades para essa população a violência impera atingindo toda a sociedade.
O que mais se vê são crianças, adolescentes e jovens usurpados de seus direitos: fora da escola; desempregados e sem qualificação profissional. No Brasil, infelizmente, muitos apresentam este perfil. Uma pesquisa do DIEESE (2006) sobre a ocupação de jovens nos mercados metropolitanos revela que a população jovem de 16 a 24 anos, embora represente 23,8% da população total e 25% da População Economicamente Ativa (PEA), apresenta taxas de desemprego mais altas que as verificadas entre os indivíduos de outras faixas etárias (45,5% dos jovens desempregados).
A falta de oportunidades, de políticas públicas eficientes que atendam a demanda dessa população e conseqüentemente, de vislumbre de mudança, empurra os jovens cada vez mais para a criminalidade. É preciso encarar essa questão com seriedade e compromisso e entre outras ações qualificar esses jovens para que possam estar aptos a concorrer e ocupar o mercado de trabalho formal cada vez mais competitivo.
Temos, portanto, muitos desafios para o futuro dos jovens e da população mais carente, tais como:
_ Investimento em políticas de juventude e para trabalhadores com mais de 40 anos, tendo em vista as taxas de desemprego nestas faixas etárias e a baixa qualificação desta mão-de-obra;
_ Investimento na elevação de escolaridade e qualificação profissional e técnica dos trabalhadores ocupados, visando à sua absorção em postos de trabalho mais qualificados e que ofereçam salários mais altos;
_ Maior articulação das políticas de educação e de formação profissional; etc.
Se realmente todos – sociedade civil; empresários; imprensa e políticos, encararmos essa realidade com seriedade, compromisso e sem hipocrisia, verdadeiramente ‘SAIREMOS DO BECO SEM SAÍDA"
Alessandra Celita Couto Fogaça
Assistente Social
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